Tendinite do cotovelo: esteja atento ao tratamento!

Tendinites no cotovelo podem causar dor e desconforto, impactando atividades cotidianas como escrever, carregar objetos e praticar esportes.

Entre as formas mais prevalentes estão a epicondilite lateral (cotovelo do tenista) e a epicondilite medial (cotovelo do golfista), ambas relacionadas ao uso excessivo e repetitivo dos tendões do cotovelo. Também existem outras tendinites no cotovelo, como do bíceps e do tríceps.

Reconhecer os sintomas precoces e buscar um diagnóstico e cuidados apropriados é essencial para evitar que a condição se agrave. Leia este artigo para aprender um pouco mais a respeito.

O que é a tendinite do cotovelo? 

Tendinite significa inflamação de um tendão. Na região do cotovelo temos vários tendões e, em teoria, qualquer um deles poderia sofrer com inflamações. Dentre as mais comuns há de se citar tendinites do bíceps ou do tríceps (no caso do cotovelo, seria o tendão distal tanto do bíceps quanto do tríceps) e as epicondilites, tanto a lateral quanto a medial. Neste artigo, focaremos nas epicondilites.

As epicondilites são um tipo específico de tendinite. São crônicas e estão relacionadas à sobrecarga, movimentos repetitivos e ao desequilíbrio entre a demanda muscular e a capacidade do músculo de suportá-la.

O termo epicondilite vem do fato de esses tendões se originarem em saliências ósseas chamadas epicôndilos. Os epicôndilos são protuberâncias ósseas localizadas na porção distal do úmero. O epicôndilo lateral fica na parte externa do cotovelo, enquanto o epicôndilo medial está na parte interna. Dessas protuberâncias tem origem grupos musculares importante que atuam no antebraço, punho e mão.

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Como podemos dividir as epicondilites?

As tendinites do cotovelo, conhecidas como epicondilites, são classificadas em duas categorias principais:

Epicondilite Lateral (Cotovelo do Tenista)

A epicondilite lateral é a causa mais comum de dor no cotovelo.

Esta condição resulta da degeneração dos tendões extensores do antebraço, especialmente o extensor radial curto do carpo, devido a movimentos repetitivos e sobrecarga.

Epicondilite Medial (Cotovelo do Golfista)

A epicondilite medial é menos comum, ocorrendo em aproximadamente 0,5% da população em idade produtiva, com maior prevalência entre 45 e 55 anos.

Esta condição envolve a degeneração dos tendões flexores do antebraço, resultante de sobrecarga repetitiva ou trauma único.

Quais são as causas dessa condição?

A epicondilite lateral ocorre devido ao uso excessivo dos músculos extensores do antebraço, como o extensor radial curto do carpo, que são ativados ao realizar movimentos repetitivos de extensão do punho.

Isso pode acontecer em atividades como jogar tênis, usar ferramentas manuais, levantar objetos pesados ou realizar trabalhos que exigem movimentos repetitivos do punho e braço.

A epicondilite medial, ou cotovelo do golfista, é causada pela sobrecarga dos músculos flexores do antebraço, que são responsáveis por movimentos de flexão do punho.

Atividades como golfe, levantamento de peso ou qualquer movimento que exija flexão constante do punho podem sobrecarregar esses músculos, resultando em dor e inflamação na região do epicôndilo medial.

Além disso, com o tempo, os tendões podem se desgastar e se tornar mais suscetíveis a lesões.

Outros fatores de risco incluem falta de aquecimento adequado, técnica inadequada em esportes ou atividades físicas, e condições como problemas biomecânicos no braço e no cotovelo.

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Quais são os sintomas da tendinite de cotovelo?

Confira abaixo os sintomas de cada epicondilite:

Epicondilite Lateral 

  • Dor na parte externa do cotovelo: dor localizada sobre o epicôndilo lateral, que pode irradiar para o antebraço e o punho;
  • Sensibilidade ao toque: a região do epicôndilo lateral apresenta sensibilidade aumentada à palpação;
  • Dificuldade em realizar atividades cotidianas: movimentos como segurar um copo ou abrir uma porta podem ser dolorosos devido à fraqueza e dor nos músculos extensores do antebraço;
  • Dor ao realizar movimentos repetitivos: atividades como escrever ou usar ferramentas manuais podem agravar a dor.

Epicondilite Medial

  • Dor na parte interna do cotovelo: a dor é localizada sobre o epicôndilo medial, podendo irradiar para o antebraço e o punho;
  • Sensibilidade ao toque: a região do epicôndilo medial apresenta sensibilidade aumentada à palpação;
  • Dificuldade em realizar atividades cotidianas: apertar as mãos ou segurar objetos pesados pode ser doloroso;
  • Dor ao realizar movimentos repetitivos: atividades que exigem flexão repetitiva do punho, como digitar ou carregar objetos, podem agravar a dor.

Como realizamos o diagnóstico dessa condição?

Durante a consulta, investigamos o histórico do paciente, identificando atividades ou movimentos repetitivos que possam ter contribuído para o desenvolvimento da condição.

No exame físico, realizamos a palpação nas regiões do epicôndilo lateral e medial para verificar a presença de dor ou sensibilidade.

Embora o diagnóstico seja essencialmente clínico, em alguns casos, podemos solicitar exames de imagem para auxiliar na avaliação e descartar outras condições.

A ultrassonografia é útil para visualizar alterações nos tendões, como espessamento ou lesões.

Já a ressonância magnética oferece uma visão mais detalhada dos tecidos moles e podemos indicá-la em casos mais complexos.

Por fim, no caso de suspeita de comprometimento nervoso associado à epicondilite medial, podemos realizar exames adicionais para avaliar a condução nervosa e identificar possíveis neuropatias.

Como realizamos o tratamento da tendinite de cotovelo?

O tratamento da epicondilite, tanto lateral quanto medial, é, em sua grande maioria, conservador.

Entre as principais estratégias, destacamos o repouso e a modificação de atividades, para evitar o agravamento da lesão devido à sobrecarga.

Além disso, a fisioterapia é essencial e pode incluir técnicas de alongamento, fortalecimento e exercícios para corrigir a biomecânica do cotovelo.

Podemos também indicar o uso de medicação anti-inflamatória não esteroide (AINEs) e aplicação de gelo no local para reduzir a dor e a inflamação.

Entretanto, em casos mais persistentes, podemos considerar técnicas de medicina regenerativa.

Uma das opções é a infiltração com ácido hialurônico, que tem como objetivo reduzir a inflamação e promover a regeneração do tecido tendinoso.

Outra alternativa é o uso de PRP (plasma rico em plaquetas), que visa acelerar a recuperação dos tendões lesados através da estimulação das células para promover a cura.

Embora a cirurgia de cotovelo seja raramente necessária, podemos encaminhar o procedimento para o paciente em casos mais graves e refratários, quando os tratamentos conservadores não surtirem efeito após um período prolongado.

Assim sendo, se você apresenta sintomas persistentes de dor e desconforto no cotovelo, agende uma consulta com o especialista em cotovelo.

Somente o ortopedista poderá avaliar o seu quadro clínico e indicar o melhor tratamento!

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